Dia das Mães

Dia das Mães: a história por trás da celebração

O Dia das Mães é uma das datas mais emocionantes e populares do calendário brasileiro. Mas você sabia que a origem dessa celebração moderna está ligada ao ativismo e a um desejo de homenagear o amor materno de forma pura?

A origem: uma homenagem de filha para mãe

A ideia de celebrar a figura materna não é nova. Na Antiguidade, gregos e romanos realizavam festivais para deusas mães como Reia e Cibele. No século XVII, a Inglaterra celebrava o “Mothering Sunday”, um dia em que os fiéis voltavam à sua “igreja mãe” e os servos ganhavam folga para visitar suas famílias.

No entanto, o Dia das Mães moderno nasceu de um ato de amor e ativismo. A data como conhecemos hoje surgiu nos Estados Unidos, no início do século XX. A idealizadora foi Anna Jarvis, que quis prestar uma homenagem à sua mãe, Ann Jarvis, uma ativista que realizou trabalhos sociais importantes durante a Guerra Civil Americana, criando clubes de trabalho para melhorar as condições sanitárias e promover a amizade entre famílias de soldados.

Após a morte de sua mãe em 1905, Anna iniciou uma campanha para oficializar o dia. Em 1914, o presidente Woodrow Wilson estabeleceu o segundo domingo de maio como a data oficial nos EUA¹.

O Dia das Mães no Brasil

No Brasil, a primeira celebração ocorreu em 1918, em Porto Alegre, promovida pela Associação Cristã de Moços. No entanto, a data só foi oficializada em 1932 pelo presidente Getúlio Vargas, atendendo a pedidos de movimentos feministas da época. Assim como nos EUA, aqui também comemoramos no segundo domingo de maio.

A trajetória do Dia das Mães no Brasil é marcada por uma mistura de influências religiosas, movimentos sociais e decisões políticas que consolidaram a data como uma das mais importantes do nosso calendário.

1. O ponto de partida: Porto Alegre (1918)

Diferente do que muitos imaginam, a data não começou como uma iniciativa comercial. A primeira celebração oficial em solo brasileiro aconteceu no dia 12 de maio de 1918, na cidade de Porto Alegre. O evento foi organizado pela Associação Cristã de Moços (ACM), inspirada pelo movimento que já ganhava força nos Estados Unidos. Naquela época, a celebração tinha um caráter fortemente focado na valorização dos laços familiares e nos valores cristãos.

2. O papel do ativismo feminino

Nos anos seguintes, a ideia de um dia dedicado às mães começou a se espalhar por outras cidades, como Rio de Janeiro e São Paulo. Um ponto crucial para que a data se tornasse oficial foi o apoio de movimentos feministas. A Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, liderada por nomes como a bióloga e feminista Bertha Lutz, via na data uma oportunidade de valorizar a importância da mulher na sociedade, além de fortalecer a luta por direitos civis.

3. O decreto de Getúlio Vargas (1932)

A consolidação definitiva veio durante o governo provisório de Getúlio Vargas. Em 5 de maio de 1932, Vargas assinou o Decreto nº 21.366, que oficializou o segundo domingo de maio como o momento de celebrar os “sentimentos de amor, carinho e gratidão” que o nome materno desperta.

O texto do decreto ressaltava que a data deveria servir para que os brasileiros rendessem homenagens às suas mães, e o governo incentivava que escolas e instituições promovessem festejos e reflexões sobre o tema.

E, em 1947, o Arcebispo Dom Jaime de Barros Câmara, determinou que o dia fizesse parte do calendário oficial da Igreja Católica.

4. Fenômeno cultural e econômico

Com o passar das décadas, a celebração extrapolou o ambiente familiar e escolar para se tornar um pilar da economia brasileira. A partir da década de 1940, o comércio começou a adotar a data com vigor, transformando-a no que é hoje: a segunda principal data de vendas no varejo, superada apenas pelo Natal.

Para os brasileiros, a data vai muito além do presente; é tradicionalmente um dia de reuniões familiares extensas, geralmente marcadas por almoços de domingo que buscam reunir várias gerações (mães, avós e bisavós) em torno da mesa, reforçando o valor que a cultura brasileira deposita na figura materna.

A data pelo mundo

Alguns países celebram as Mães em uma data fixa como 8 de março (Albânia, Sérvia, Montenegro, Bulgária, Roménia, Moldávia, Butão) e 10 de maio (México, Guatemala, Bahrein, Índia, Malásia, Qatar, Singapura); outros em datas variáveis diferentes como a Argentina (no terceiro domingo de outubro) e a Noruega (no segundo domingo de fevereiro)². Independentemente da data ou do presente, o essencial permanece o mesmo: um momento para honrar e reconhecer o papel fundamental das mães e figuras maternas em nossas vidas.

 

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Este resumo é baseado nos textos de 1) Daniela Diana, disponível em: https://www.todamateria.com.br/historia-do-dia-das-maes e 2) https://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_das_M%C3%A3es